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Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

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QUERCUS PEDE INVESTIGAÇÃO SÉRIA À INDÚSTRIA AUTOMÓVEL

Mäyjo, 15.02.17

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A associação ambientalista Quercus vai pedir às autoridades europeias e nacionais que investiguem “de forma séria” os consumos de combustível anunciados pela indústria automóvel. Esta decisão surgiu na sequência da divulgação de um relatório que acusa os construtores automóveis de falsear esses dados.

 

As conclusões de um relatório da Federação Europeia dos Transportes e Ambiente, organização que integra a associação ambientalista portuguesa Quercus, indicam que os automóveis gastam em média mais 42% de combustível do que é anunciado pelos fabricantes, nomeadamente a Mercedes Benz. Esta revelação levou a associação ambientalista Quercus a reagir, anunciando que vai pedir uma investigação séria ao consumo de combustível automóvel às autoridades competentes.

A Quercus pretende que esta investigação seja alargada a todos os fabricantes, “para se saber o que se está a passar”. Este pedido, segundo presidente da associação ambientalista, João Branco, será dirigido à Comissão Europeia e às autoridades nacionais de homologação de veículos.

Entre outras coisas, o que a Quercus pretende apurar é se as marcas “estão a usar dispositivos que manipulam os resultados de laboratório ou se os testes de laboratório estão a ser corretamente elaborados e refletem depois o que vai acontecer no consumo”. Segundo João Branco este estudo já é feito há três anos e compara os consumos dos automóveis em situações reais, em trânsito, com o consumo que é anunciado pelos fabricantes e obtido através de testes em laboratório.

“O que se passa é que se verificou que os carros em situações reais, no trânsito, consomem muito mais do que aquilo que é anunciado pelos fabricantes e que é medido por eles. Além disso, essa diferença está a aumentar. Nos últimos três anos estes valores têm vindo a subir e este ano atingiu-se valores superiores aos anteriores”, sublinhou.

João Branco adiantou ainda que a diferença média de valores é de 42%, embora existam marcas que ultrapassam os 50%, chegando algumas aos 56%. “O que isto quer dizer é que quando um carro é anunciado como estando a gastar seis litros aos 100 quilómetros, na realidade está a gastar nove litros aos 100. Portanto, está a haver uma despesa, uma ignição e poluição que o cidadão julgava que não ia acontecer”, frisou.

Esta diferença do consumo é, na opinião do ambientalista, “inexplicável”.

Foto: Vulco.pt

QUERCUS INSATISFEITA COM FALTA DE AMBIÇÃO DAS METAS EUROPEIAS

Mäyjo, 09.02.17

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A associação Quercus criticou a nova diretiva europeia sobre as metas de redução de poluentes atmosféricos. Segundo os ambientalistas a pouca ambição das autoridades europeias, envolve riscos para as populações.

 

Em comunicado a associação ambientalista Quercus reagiu à diretiva aprovada em dezembro passado pelo Conselho Europeu sobre as metas de redução de poluentes atmosféricos a nível nacional. Os ambientalistas consideram-na “pouco ambiciosa” e por isso de molde a pôr “a vida das populações em risco”.

A preocupação “com as metas de sustentabilidade europeias” é, segundo afirmam, “diminuta”, o que revela “incapacidade de dar uma verdadeira resposta aos problemas das populações”, sublinham no comunicado.

Na opinião da Quercus, a nova diretiva – que entrou em vigor no dia 31 de Dezembro – é “uma oportunidade perdida no sentido de serem dados passos firmes e efectivos no caminho de uma sociedade europeia e mundial que se pretende com elevados padrões de sustentabilidade, qualidade do ar e saúde pública”. Por este motivo a associação apela ao governo português para que seja mais ambicioso do que Bruxelas, aquando da transposição da diretiva europeia para o direito nacional.

Foto: via Creative Commons 

 

DEZ COISAS QUE NUNCA DEVE MANDAR PELA SANITA

Mäyjo, 29.01.17

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Todos sabemos que as toalhitas de bebé não devem ser atiradas pela sanita, mas existem outros produtos, objectos ou entidades alimentares que são encontradas, todos os anos, nos esgotos da cidade de Londres, Inglaterra.

 

Fique com uma lista de objectos mais – e menos – óbvios que não deve enviar, em nenhuma situação, pela sanita abaixo.

 

1.Gordura alimentar

Atirar gordura alimentar pela sanita abaixo é pôr-se em problemas – e às entidades gestoras das águas, também. Quando misturada com toalhitas de bebés e outros detritos, a gordura torna-se numa entidade quase indestrutível – a que os britânicos chamam Fatberg – provocando graves problemas nos nossos esgotos.

 

2.Preservativos

Não é fácil enviar um preservativo pelo esgoto abaixo, mas há muitas pessoas que o conseguem. Segundo Simon Evans, da Thames Water – que gere os esgotos de Londres – os preservativos podem ser vistos a boiar nos esgotos e têm de ser retirados à mão.

 

3.Animais de estimação

Não é brincadeira. Nos esgotos podem ser vistos peixes, atirados pelas pessoas que os compram e, depois, se fartam deles, mas também hamsters e ratos-do-deserto.

 

4.Fraldas

Se enviar um preservativo pela sanita é difícil, uma fralda é muito mais difícil. Ainda assim, há quem o consiga fazer.

 

5.Partes do corpo humano

Há bocados de dedos, dedos inteiros e até mãos nos esgotos de Londres.

 

6.Cotonetes e tampões

Ambos não se decompõem e podem formar bolas de algodão durante meses ou anos, bloqueando os esgotos. Depois, têm de ser retirados à mão.

 

7.Carros

Um dia, metade de um Mini foi retirada dos esgotos. É raro, mas aconteceu.

 

8.Tinta e resíduos de construção

A tinta é mais um produto que, claramente, não faz parte do esgoto nem do que vai pela sanita abaixo. Mas não é incomum lá aparecer.

 

9.Drogas

Sobretudo seringas, que para além de pouco higiénicas podem provocar graves lesões a quem anda pelos esgotos.

 

10.Comida

Se um pedaço de pão não causa problemas de maior, o mesmo não acontece se pedaços de osso ou até de um caroço de uma maçã forem enviados pela sanita.

 

Foto: Inga Munsinger Cotton / Creative Commons

LONDRES: SÓ NOS PRIMEIROS CINCO DIAS DO ANO, CIDADE EXCEDE LIMITES DE POLUIÇÃO PARA 2017

Mäyjo, 11.01.17

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Só nos primeiros cinco dias de 2017, a capital inglesa ultrapassou o limite máximo de contaminação ambiental definido pela União Europeia.

 

Os dados divulgados recentemente indicam que o limite estipulado pela legislação europeia exige que a concentração máxima de dióxido de nitrogénio (NO2) no ar não exceda os 200 microgramas por metro cúbico mais de 18 vezes ao longo de um ano em qualquer área da cidade. Ora, apenas na primeira semana do ano Londres, em especial no bairro de Lambeth, os níveis de concentração de NO2 tinham já ultrapassado esta meta.

O estudo realizado pela King’s College, mostra que também no bairro de Putney, sudoeste da cidade, as normas ambientais definidas pela União Europeia não estavam a ser cumprida, pela elevada contaminação de NO2, substância que provoca problemas graves de coração e pulmões.

Para combater esta situação, responsáveis pela autarquia londrina anunciaram que em breve serão instaladas dez zonas de autocarros de baixas emissões, com o objectivo de melhorar a qualidade do ar nas áreas mais problemáticas da cidade. Com a introdução desta medida adicional, espera-se que os níveis de NO2 pela cidade diminuam cerca de 84%.

Para o futuro, os responsáveis políticos da cidade falam em mudanças profundas na cidade, tal como a criação de uma zoa de emissões ultra-baixas (ULEZ). Neste local os meios de transporte terão sujeitos a rigorosas medidas para controlar as emissões de poluentes, tais como pagar uma outra taxa diária.

Foto: David Fernandez Vergara / via Creative Commons 

CEM TONELADAS DE LIXO DESPEJADAS NAS MARGENS DO RIO YANGTZE, EM XANGAI

Mäyjo, 10.01.17

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Cerca de cem toneladas de lixo foram despejadas, no final do ano, nas margens do rio Yangtze, Xangai, e estão já nas instalações da maior reserva de água potável desta cidade chinesa. Produtos como agulhas, garrafas partidas e lixo doméstico foram encontrados nas margens do rio.

 

Informações avançadas pelo The Guardian indicam que dois navios foram responsáveis por este crime ambiental, ao despejaram cerca de cem toneladas de lixo nas margens do rio que banha Xangai. O ato criminoso teve consequências graves, já que a jusante do rio está localizado um reservatório de água que fornece água a cerca de 700 mil habitantes na região.

No local estão já algumas dezenas de trabalhadores a limpar o reservatório afetado, com as melhores estimativas a indicarem que só daqui a duas semanas a situação estará resolvida.

Este episódio vem reforçar o grave problema com a poluição que afecta a China nos dias que correm. Atualmente, perto de 80% da água usada em quintas, fábricas e habitações privadas chinesas não é própria para consumo, apresentando elevados níveis de poluição.

Foto: via Creative Commons